terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

LIGEIRINHAS 28 (pipocas brasileiras)

 

PEDRO TURRA, A ELITE SEM LIMITE

                Na noite quente de Águas Claras, DF, um grupo juvenil se divertia jogando chicletes entre si. Garoto magro, Rodrigo riu do chiclete do alto e forte Pedro, que se irritou. A discussão inicial virou violência física, que os demais tentaram apartar sem sucesso. Pedro só parou ao ver Rodrigo cair ao ter sua cabeça batida com violência contra um carro.
                Terror e impotência paralisaram os demais. Rápido, o SAMU o levou à emergência hospitalar. E nisso apresento os brigões: o maior e mais forte é Pedro Turra, de 19 anos, filho de empresários influentes. Também de família de classe médica, o menor foi Rodrigo H. Fleury Castanheira, de 16 anos.
                O primeiro saldo do fato lamentável foi o terror dos amigos diante do descontrole agressivo de Pedro e a perda de consciência de alguém em desvantagem física que terminou internado num CTI hospitalar. Inicialmente Pedro chegou a ser preso pela Polícia, mas foi solto a mando da Justiça.
                Covardia parental e reação pública – por envolver jovens de classe média-alta, o fato logo chegou aos jornalões. Foi noticiado que os pais de Pedro reagiram de forma a terem pedido a soltura indevida dele na Justiça, em suspeita de subornar o juiz – a velha carteirada do “você sabe com quem está falando?”.
                Não surpreende que a carteirada noticiada gerou revolta popular. Houve um crime de lesão corporal gravíssima. Classe social não pode justificar, de forma alguma, a liberdade do meliante e a paralisia investigativa, frente à evidência dos fatos. Daí Pedro voltar para a prisão preventiva.
                Morte e peso criminal – Rodrigo Castanheira foi socorrido e imediatamente hospitalizado. Foi levado ao CTI do Hospital das Clínicas de Brasília, em estado gravíssimo e passou a viver seus últimos dias intubado. Apesar das orações familiares e dos esforços da equipe de saúde, em 7/2 ele não resistiu à profundidade das feridas.
                 A morte de Pedro Castanheira pesou criminalmente para Pedro Turra. Agora, a lesão corporal gravíssima virou homicídio, daí a manutenção da prisão preventiva pela Justiça. Após a apuração do fato, a Justiça determinará, em julgamento, se o crime foi culposo ou doloso eventual.
                Aliás, Pedro tem currículo de condutas agressivas. Uma delas foi forçar uma menor de idade a beber a pesada vodca. Por diversão, ele meteu um teaser (arma de choque usada pela PM) em um traseunte na rua. Agrediu verbalmente e empurrou um senhor em desvantagem física. A tudo isso escapou incólume, até vir o caso atual.
                Reação antielitista? – a pressão popular contra aqueça soltura indevida pode ter sido uma agradável surpresa. Explico: dominantemente trabalhadora e não-branca, a patuleia foi impedida secularmente de ter consciência de classe e aprendeu a normalizar a carteirada. Mas hoje é diferente.
                As lutas das gerações trabalhadoras pretéritas e de grupos minoritários hoje deixam marcas na sociedade. Petrificados na atual Carta Magna, os direitos e garantias foram alcançados graças  aos movimentos passados. Ainda assim, a velha carteirada dos “de cima” permanece um costume não punido.
                Contudo, não podemos subestimar a consciência de igualdade legal e o cansaço popular que existem. A noção de equidade foi impulsionada pela condenação dos antes intocáveis milicos golpistas pelo STF civil. O cansaço se revelou após cada integrante de classe abastada passar dos limites se arrogando “impunível”.
                Pedro Turra foi um exemplo de jovem agressivamente permitido pelos pais ricos e influentes. Acreditava-se inatingível, até sê-lo pela morte de um amigo potencial e pela pressão pública da maioria cansada dos desmandos da elite. Se a Justiça o condenar, a prisão será sua necessária escola. Se o absolver, o desprezo social será uma escola ainda mais difícil.
                Mas a vida é assim, uma escola implacável e pedregosa, que nos exige aprendizagem permanente. Mas é a melhor escola para oferecer as melhores oportunidades para os bons aprendizes. E que Pedro Turra e outros tantos como ele encontrem, assim, o seu caminho certo e a felicidade consequente à responsabilidade.
Para saber mais
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OS POPULARES CONTROVERSOS

                Popularizado como Xandão graças à exclamação de Roberto Jefferson ao ser preso a seu mando pela PF, o STF Alexandre de Moraes impediu a consumação de muitos achaques do ex-presidente Jair Bolsonaro, até no 2º turno eleitoral. E ainda foi o relator do julgamento da intentona de 8/1 que terminou na condenação de Jair e de seu grupo golpista.
                Sem comparar com a condenação de Lula por “fatos indeterminados” em 2018, os parlamentares bolsonaristas consideraram “recorde” o tempo decorrido desde a intentona e o desfecho do julgamento segmentado, que resultou na condenação final de todo o comando da intentona que Bolsonaro liderou.
                
Trump já assumia a presidência dos EUs e imposto o tarifaço no Brasil quando da condenação em outubro/25. Fugido para lá e agora cassado, Dudu Bolsonaro apelou para que houvesse a aplicação da pena Magnitsky em Xandão, Barroso (então à frente do STF) e Dino devido à condenação final de seu pai.
                Devido à sua atuação  assertiva contra os atos antidemocráticos iniciados em 2020 pelos grupos e parlamentares bolsonaristas até a intentona final, Xandão virou herói da democracia para o povo e para parte da esquerda. Para todo o séquito bolsonarista, ele é o grande líder da “ditadura da toga” – título fortalecido no governo Lula.
                Os bolsonaristas encontram nos jornalões Estadão e nas alternativas reacionárias Gazeta do Povo e Jovem Pan jornais de apoio para achincalhar o STF com acusações. As mídias o acusam de “exagerar”, e os apoiadores, de “perseguição” – acusações agora endossadas pela atuação crescente de outro ministro: Flávio Dino.
                Aliás, Dino merece atenção especial. Socialista de formação política, ele atuou nas duas casas parlamentares e foi governador do Maranhão em 2 mandatos pró-sociais. Popular em seu Estado e depois no Brasil, ele calou os parlamentares bolsonaristas com bom humor e seu carisma natural alcançou depois a maioria no STF, onde agora atua.
                Já como ministro, foi concorde com Xandão no veredicto final do complexo julgamento da intentona nazifascista. Desde então mete tesouradas nos abusos do Congresso, como assumir atribuições executivas com as emendas e confrontar o governo e o erário com mordomias e aumentos salariais abusivos. Surge mais um herói popular.
                A reação contrária de jornalões e reacionários se explica no mau costume em ver virtude no STF antigo longe da patuleia e silenciado pelos ditadores e pelo capital. Em parte, a internet fez o povão ver e conhecer um STF mais autônomo, proativo e popular em nome da ética com o erário e com a democracia burguesa.
                Para os jornalões, a prioridade da democracia burguesa pelo STF se tornou um incômodo ao mercado. Para os séquitos reacionários, essa instituição se tornou uma perseguidora política travestida de toga a mando da “extrema-esquerda” representada pelo PT no poder. Na prática, o que os incomoda é o STF mais ativo e conhecido pelo povo.
                Mesmo no alto de sua dubiedade de influência e de poder educativo incerto, a internet colaborou para a visibilidade popular do STF e das atuações de Xandão, Dino e outros ministros concordantes. Parte da patuleia aprendeu que as ações marcantes têm sido legalistas e pró-democracia. É assim que a instituição se agiganta – e Dino e Xandão são seus dois maiores e controversos representantes no momento.
Para saber mais
- https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy844yz4049o (Moraes fora da Magnitsky: como imprensa internacional reagiu)
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domingo, 1 de fevereiro de 2026

CURTAS 105 - ANÁLISES (a primeira é boa pipoca)

 

LIÇÃO CAMPONESA COLOMBIANA

                Respectivamente colonizados por portugueses e espanhóis, Brasil e Colômbia viraram palcos de destruição de culturas socioambientais originárias por bíblia, língua, costumes e valores, e escravidão – que alimentaram duas elites, a mineradora e a latifundiária. No século XX, as duas elites elegeram presidentes ditatoriais para reprimir movimentos de resistência.
                Apesar das diferenças geográficas, idiomáticas e culturais, os dois países se convergem na história de escravização na espoliação de recursos biológicos e minerais, na diversidade da produção agrícola e nas lutas dos movimentos camponeses pela reforma agrária e contra o avanço do agronegócio, a repressão estatal e a devastação do meio natural.
               No Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) são os maiores e mais conhecidos. Na Colômbia, o mais conhecido é o Sindicato dos Trabalhadores Camponeses de Sumapaz (Sintrapaz), do povoado de Sumapaz, situado no misterioso páramo colombiano.
                Páramo – a Colômbia tem 3 feições principais: o litoral, a Cordillera dos Andes e a planície amazônica. O páramo é uma zona montanhosa entre 2500-4500 metros acima do nível do mar. O clima é frio e úmido. A vegetação (fraillejones) é perene, baixa, densa e com folhas peludas que retêm umidade nevoenta. O páramo colombiano é o maior do mundo.
                Cada qual ao seu modo, todo bioma natural retém e mantém umidade aérea, mas o fraillejones o faz ao ponto de contribuir com as geleiras na manutenção dos cursos d’água. A função mantém o ciclo do raso solo local, cuja fertilidade se deve à riqueza mineral das rochas vulcânicas. A Colômbia tem vulcões ativos, a maioria no ramo ocidental da cordillera.
                Essa dinâmica possibilitou a agricultura de largo alcance. O café é o principal produto nas zonas mais baixas e quentes do páramo. E vale salientar: a Colômbia e o Brasil são os maiores produtores e exportadores mundiais de café. Antes dos latifúndios do agronegócio, os camponeses do atual Sintrapaz já o produziam ali com método agroecológico.
                MST, MPA e Sintrapaz – o MST e o MPA são movimentos rurais organizados que lutam pelo assentamento de terras improdutivas analisadas sub judice pelo Incra. O Sintrapaz é um sindicato de pequenos produtores rurais cadastrados do páramo de Sumapaz. Em comum, eles praticam agricultura ecológica em minifúndios – e em constante luta.
                Sustentabilidade – eles só desmatam a área necessária à atividade, mantendo intacto o restante das terras. Nascentes e mananciais são protegidos por matas nativas. No Brasil, o MST vai além do Código Florestal¹. Seus bolsões de pasto se intercalam com fragmentos florestais nativos interligados. Lavouras são próximas a mata nativa. A produção é orgânica.
                Legado do MST e outros movimentos rurais, a recuperação de áreas degradadas com plantio de espécies nativas é ignorada pelo povo urbano massacrado pelo lobby do agro. Essas práticas ecológicas foram levadas para os movimentos rurais colombianos, incluso o Sintrapaz. Daí a preservação das fraillejones no páramo e das florestas em altitudes menores.
                Mas, toda essa atuação tem um preço pesado: assim como aqui, os produtores do Sintrapaz também não têm paz.
                Desafios – são muito parecidos com aqueles vividos pelo MST e outros movimentos campesinos brasileiros. Assédio de latifundiários, invasão de áreas de vegetação nativa por jagunços a mando daqueles, e ameaças de investimento em hidrelétricas em rios preservados mais extensos e enérgicos são os principais. Fake news também são um problema.
                Aqui no Brasil, a mentira tem poder político maior. Chegamos a assistir a uma fracassada CPI montada pelos reacionários para tornar o MST um grupo terrorista. Lá, o Sintrapaz é acusado pelo agronegócio de se associar às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a facções do narcotráfico, visando fomentar a repressão policial contra ele.
                No Brasil, a CPI foi o ápice das provas históricas de como o campo é antidemocrático, revelando os coronéis que ainda persistem influenciando nas eleições, e assassinatos são quase sempre silenciados pela mídia. Em matéria da BdF de 2020, mais de 1000 camponeses foram mortos, após acordo selado com latifundiários e políticos realizado em 2016.
                Resistência pela democracia – em 2022, o MST viu em Lula o aliado capaz de amansar os jornalões que sempre o acusavam de “invadir propriedade alheia” presenteando-os com cestos cheios de produção orgânica. Na Colômbia, Gustavo Petro foi eleito com ajuda valiosa do Sintrapaz e outros movimentos rurais locais. Mas, nossa vizinha está na frente.
                Sonho antigo dos campesinos, a reforma agrária visa a democratização da produção rural de grande escala. Ela está avançando mais na Colômbia. O governo Petro reconhece a agroecologia como a grande salvagjuarda da segurança alimentar, do meio ambiente e da economia, por preservar áreas naturais, recuperar as degradas e inibir a inflação dos preços.
                O MST e o MPA fazem o mesmo. Postagens de seus perfis nas redes sociais são provas disso. O problema maior é o andamento da política de reforma agrária. Diferente da Colômbia, o Brasil segue tímido, devido ao forte lobby político do agronegócio. Por ela os campesinos seguem lutando, por verem nela a chance de realizar a justa divisão de terras que garante a democracia rural.
Nota:
¹ Lei de Proteção da Vegetação Nativa em propriedades rurais,  de 2012 – obriga a preservação de vegetação nativa em parte de propriedades rurais cadastradas. 
Para saber mais
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A ONU PARALELA DE TRUMP

                Comemorando seu ataque militar à Venezuela, Donald Trump segue mais criticado do que elogiado. Governos europeus se silenciam. Lula, Orsí, Petro e Shainbaum seguem a crítica popular contrária. Dando de ombros, Trump assinou ordem para seu país sair de dezenas de organizações internacionais, até da OTAN, que absorveu o centro-norte da Europa.
                Ignorando seus opostos, ele voou para Davos, Suíça, famosa sede do elitista Fórum Econômico Mundial. Na reunião, apresentou um livro fino de capa dura escura estampada com um desenho dourado. É o texto do Board of Pace, o Conselho de Paz para Gaza. Os presentes estranharam: ali se discutem soluções capitalistas para problemas socioeconômicos.
                Seria o momento oportuno para apontar o investimento em US$ trilhões em armamentos de guerra como fator de caos socioambiental e econômico. Mas falta coragem ou sobra cautela: ali havia governantes de países subjugados pelos EUs. Dos 59 países afirmados por Trump, até o momento 23 formalizaram alinhamento. Agora, Trump almeja os indecisos.
                A maioria dos assinantes é da ultradireita liberal (Leste europeu exceto Polônia, Letônia, Ucrânia e Romênia; Argentina e Paraguai na AL; Cazaquistão e Azerbaijão na Ásia Central; Vietnã e Indonésia no sul asiático), e teocracias (Arábia Saudita, Egito, Marrocos e Catar). Chama atenção, entre os assinantes, o Vietnã, o único país de governo socialista reeleito.
                Já convidado para participar do Conselho, Lula disse que só responderá após consultar conselheiros de confiança, como seu ex-ministro Celso Amorim, que tem acompanhado os desdobramentos da atual fase trumpista. Entre nós, a torcida de parlamentares governantes e militantes de esquerda pela recusa é imensa. Por razões bem consolidadas.
                Personalismo – os EUs não são essa democracia toda. Não é tanto por fraqueza, a esquerda não alcança a presidência por impedimento. O protecionismo nacional-capitalista é marca comum entre os 2 partidos do poder, daí as guerras que arruínam outras nações. Trump não é diferente, mas seu governo é personalista – narcisista e sociopático.
                Trump despreza líderes covardes ou fracos. Gosta dos que desafiam o seu sentimento de supremacia. Como Nicolás Maduro, só derrubado por intervenção militar. Já elogiou o sanguinário príncipe saudita Bin Salman “pelos direitos humanos” e o Aiatolá Khamenei. Despreza o Direito Internacional e os países massacrados pelas intervenções militares dos EUs.
                Conteúdo bizarro – Idealizada, desenvolvida e presidida por Trump, a carta tem mesmo a sua cara. Sem epígrafes e assinada no final, a apresentação da carta é curta e estruturada como um texto de lei. Maior mesmo é o seu anexo, onde estão as explicações. Na capa dura frontal, a logo dourada lembra a da ONU, mas tem o globo com os EUs no centro.
                A volumosa assinatura em caneta grossa permanente intimida as de seu vice Vance e seu secretário Rubio, como se validasse uma obra-prima definitiva, pétrea e indelével.
                Podemos vislumbrar o conteúdo. Ao O Globo, Celso Amorim diz que “a carta é confusa, porque começa a falar de uma coisa e depois vai alargando no anexo”. Engloba qualquer conflito. Em relação à ONU, ele diz: “eu não vejo como aceitar. Não dá para considerar uma reforma da ONU feita por um país”. Algo tão ilegítimo quanto bizarro.
                Além do logo, mais bizarrice. Vou destacar duas. A administração do Conselho é exclusiva do governo estadunidense, centrada na pessoa presidencial. Cada assinante alinhado só assume sua cadeira se desembolsar previamente US$ 1 bilhão. Os pagamentos deverão ser depositados no fundo do Conselho, a ser administrado exclusivamente por Trump.
                Muitos podem questionar a cobrança, pois a ONU também tem um fundo em que os membros depositam valores conforme puderem, para sustentar ajuda humanitária e forças de paz. Mas a ONU é independente –, ainda quue o seu corpo jurídico sofra pressão dos governos estadunidenses, que já buscam a todo custo controlar o Conselho de Segurança da mesma, que reúne os 5 membros permanentes.
                É nessa comparação que a cobrança de um valor tão grande por uma simples cadeira se torna surreal – e muito para a reserva interna de alguns dos aliados da nova carta. A falta de clareza sobre os destinos dos recursos desperta suspeita, e parece ser uma compra de cadeira. E esse Conselho não é independente: a independência institucional é imprescindível.
                É nessa comparação que a cobrança de um valor tão grande por uma simples cadeira se torna surreal – e muito acima das possibilidades dos aliados da nova carta que tenham pouca reserva interna. A falta de clareza sobre os destinos dos recursos depositados desperta suspeita parecendo ser uma compra de cadeira. E esse Conselho não é independente: a independência institucional é imprescindível para abraçar as necessidades globais.
                Análise da chance de sucesso – é possível isso dar certo? Se fosse um programa como FAO, ACNUR, Unicef, OIT e outros da ONU, e respeitasse o Direito Internacional, a chance aí seria possível. Mas, o objetivo da carta subjaz o desejo pessoal de dominar o mundo per se, o que mina a força do grupo.  O personalismo do texto o revela, mas ninguém mais o verá. E essa subjetividade revela um perigo maior.
                Trump tem todos os predicados essenciais para alimentar animosidades entre nações e ainda interferir militarmente em antigas brigas internas entre algumas delas. Tal conduta estadunidense é tradicional, mas para satisfazer seus desejos íntimos, Trump pode recrudescer ainda mais a força bruta a um nível ainda inaudito, com o beneplácito de sua Carta.
                E é aí que mora o perigo, dada a visão soberba de mundo e a ganância desmedida de seu criador.
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LIGEIRINHAS 28 (pipocas brasileiras)

  PEDRO TURRA, A ELITE SEM LIMITE                      Na noite quente de Águas Claras, DF, um grupo juvenil se divertia jogando chicletes e...