sábado, 13 de junho de 2020

Terror da PM, hospital invadido e anomia

     No mesmo dia, duas notícias estamparam as TVs: a violência policial como não-violação e a invasão de hospitais para "fiscalizar e filmar". A primeira foi proferida pela ministra Damares, e a outra, por Jair Bolsonaro.
     O que se denuncia neste blog é que Damares é ministra dos Direitos Humanos, da Mulher e da Família (?) e Jair, presidente (?) da República, por sua vez autoridade máxima do Executivo.
     A visibilidade da primeira foi ligeiramente ofuscada pela segunda, visto que a ministra é subordinada àquele eleito a autoridade máxima da República no momento. Mas ambas preocupam igualmente.
     As interrogações expressam a dúvida critica sobre os seus duvidosos conceitos de direitos humanos e atuação policial, e na relação com os serviços de saúde pública, através de todos que neles trabalham, os locais e os 70% da população que dependem do SUS.
     O problema das falas reside mais na repercussão social das mesmas, e é nesse aspecto que a segunda fala tornou mais visível e ressoou até na imprensa internacional. Mas, lembrem-se, ambos são parte de uma mesma esfera: o governo. E é por isso que ambas são iguais.
     Embora pareça problema recente, a violência da PM - e eventualmente do Exército - são frutos consolidados da ideologia da ditadura militar pela qual o "inimigo" está aqui e deve ser combatido. Só que o inimigo não é o guerrilheiro de outrora, mas o cidadão comum. 
     Se preocupam em continuar a fracassada guerra armada contra o tráfico, mas não contra as milícias, dada a ligação desta com autoridades e a quem manda, a elite.
     A ideologia militar de 1964-85 transformou a função básica de segurança da PM de conter e prender criminosos, na violência que atinge, com mais intensidade na era de Bolsonaro, mais cidadãos inocentes do que criminosos. 
     Criada na era Lula, a Força Nacional é, por lei, acionada apenas em descontroles. Em 2017 foi usada na intervenção convocada pelo então presidente Temer bem no momento em que o povo se manifestava contra a reforma da Previdência. A desculpa usada: a emergência do descontrole do tráfico, que sempre existiu.
     A convivência dos trabalhadores com PMs, tráfico e milícia existe há várias décadas. O medo da morte moldou condutas nas comunidades em garantia de vida. O silêncio do medo denuncia mais que os pedidos de ajuda. E pedir ajuda a quem?
     Segundo a Corregedoria da PMERJ, os números de homicídios em 2019 foram menores do que em 2018. Mas só consideraram os cometidos pelos criminosos comuns. A soma com os cometidos pela PM supera a do ano passado. Só em abril deste ano, 117 pessoas morreram nas mãos da PM: o Covid não pôs a PM em quarentena!
     Os manifestos populares pela democracia também foram atacados, bem como foram bem tratados os bolsominions pela PM. Também não é a primeira vez: PMs até tiraram selfies com estes, e com aqueles que se manifestaram contra Dilma anos atrás.
     A convocação de Bolsonaro para invadir hospitais para "conferir leitos de Covid" serviu de lei para as hordas de bolsominions ferozes invadirem dois hospitais cariocas, quebrando o que viam pela frente e agredindo servidores. Um absurdo: o risco direto e indireto do Covid para os invasores e os seus próximos, e os crimes do mandatário.
     Tal conjunto de ações criminosas de Bolsonaro em seu um ano e meio de mandato, que já repercutiram na imprensa várias vezes, confirma o cultivo dessa violência que caracteriza o fascismo, conforme aponta Robert Paxton em seu Anatomia do Fascismo
     O maior efeito disso está no desregramento total das leis constitucionais, da democracia e do Estado, esgarçando o tecido social resultando numa profunda anomia. O comportamento das hordas de bozominions, incentivados à violência gratuita mesmos sendo chamados de bosta pelo presidente, revelam a anomia.
     A anomia social é o fruto desse esgarçamento, e o Brasil vai perdendo a sua identidade enquanto um povo espontâneo, expansivo e receptivo, herança do temperamento africano, dominada pela apatia da maioria, que esconde uma revolta silenciada pelo temor do ódio de uma minoria barulhenta e elitista.
     Mas é essa revolta que vem descambando aos poucos em manifestações pró-democracia no desejo incontrolável de recuperar o pouco que estava sendo conquistado. O desejo de recuperar uma nação que tem sido alquebrada com tanta veemência em menos de 2 anos.
     Somente a pressão popular nas ruas, cada vez mais enfáticas, poderá convencer e apressar as autoridades a dar celeridade aos processos já iniciados. Provas contra o mentor fascista não faltam. Estamos entre a caldeira e a doença: ou cassam a chapa reinante e seus direitos políticos, ou a nação entra em falência, na anomia total.
     

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Anonymous: antifas virtuais?

     Na última semana, logo após a explosão de manifestações nos EUA por conta da morte do cidadão negro George Floyd por um PM, na internet surgiram informações dos presidentes Bolsonaro, Trump e outros nomes importantes.
     A coisa pegou fogo porque tratam-se de dois nomes em exercício como líderes máximos das nações em destaque na tragédia do Corona. 
     Mas Bolsonaro e Trump não são os primeiros a terem informações privadas hackeadas. Outros líderes daqui e estrangeiros também o foram. E os hackers nunca são encontrados.
     Também foram alvos certos líderes religiosos que tiveram seu caráter exposto. 
     Parece coisa do outro mundo, só que é coisa daqui mesmo, e não há nada de sobrenatural. Ao que tudo indica, estão no mundo todo. E um detalhe: têm em comum o mesmo objetivo de desvendar informações altamente comprometedoras, revelando-se um grupo, o Anonymous.
     Mas, o que desejam os hackers ao devassar e publicar informações pessoais tão sensíveis e sigilosas? E quem é Anonymous?
     O hacker hoje vive de internet, pela qual a informática e derivados hoje se valem. O próprio hacker também. Divulgaram a ousadia de desviar milhares de reais de Silas Malafaia para caridade que este disse fazer (mentira!) e ficou furioso com a descoberta. Já fizeram parecido com megaempresários.
     No senso comum, hacker é criminoso virtual. Mas, como já disse Nelson Rodrigues, "toda generalização é burra". Ora, se você confia muito em um próximo sempre leal, passando-lhe seus dados privados por "extrema emergência", a cilada é bem alta. Não precisa ser hacker.
     Na verdade, o hacker é um profissional altamente qualificado no ciberespaço que, ironia ou não, trabalha para a nossa segurança. Eles podem estar por trás de sites confiáveis criados para as nossas necessidades, que operamos com raros problemas.
     Muitas vezes eles usam a deep web, ou literalmente, "rede profunda", que difere da "rasa" (por falta de melhor expressão ou vocábulo) por oferecer maior segurança de privacidade e, claro, ter a fama de inspirar conspiracionistas por conter informes algo... inusitados. 
     Apesar de usuários comuns poderem acessá-la, a deep web tem sido usada pelos teóricos da conspiração como o berço do Anonymous. Mas, agentes do FBI, entidade com alta tecnologia de inteligência artificial, não encontraram nenhum rastro na deep web. Desconsiderem...
     O Anonymous foi tema de vídeo recente de Paulo Ghiraldelli, que os relacionou ao mais completo anonimato. Faz sentido: anonymous significa "anônimo". É o nome de um grupo aparentemente muito profissional, que pelo visto se especializou em devassar os dados mais improváveis.
     O anonimato deles significa o método: surgem de repente, descobrindo os segredos mais assombrosos, e após algum tempo no ar divulgando para a mídia, somem sem deixar rastro algum. Nem se sabe o tamanho do grupo, quantos hackers são.
     Investigadores do FBI ou CIA esquadrinham para achar IDs deles e fracassam. Nem sabem se compartilham o mesmo ID. E que tipo de rede eles usam para acessar informações tão assustadoras quanto sigilosas, com tanto sucesso. 
     O máximo que eles dizem sobre si próprios está no objetivo central: tornar públicas certas verdades desconhecidas da geral para revelar o caráter por trás do marketing, declaram recusar benesses da fama e serem totalmente contra injustiças sociais de todo tipo e violações dos direitos humanos.
     Pontos que contradizem a duvidosa ética de seu feito, mas que convergem diretamente com os ideais libertários dos antifascistas que emergem em manifestos em vários países do mundo. Serão os Anonymous antifascistas? Não sabemos. Mas, até o momento, eles estão ajudando muito revelando os segredos mais escusos dos fascistas e dos ultraneocapitalistas.
     
    
     

domingo, 7 de junho de 2020

Bolsonaro: nazifascismo à brasileira?


     A mudança político-ideológica no Brasil, através de Bolsonaro, vista por alguns como 'nova política', significa o retorno aos preceitos fascistas no Brasil.
     No seu eterno discurso de 'combate à ideologia', Bolsonaro traduz por "combate ao socialismo", que na prática nunca houve no Brasil. No máximo, a política social-democrática do período lulista.
     Na sua condução política, ele conseguiu confundir o significado de ideologia, para avançar seu poder, E o consegue mesmo aos tropeços. Tanto que os seus seguidores confundem nazismo com... esquerda.
    Alguns esquerdistas ligam Bolsonaro ao fascismo de pinta nazista pelo preconceito anti-diversidade que o presidente exibe com natural arrogância, tida pelos seguidores como sinceridade.
     Diante dessa confusão, vale traçar uma análise reflexiva sobre fascismo e nazismo para se entender cada um deles. Afinal, eles podem confundir à primeira vista, mas têm diferenças.
     Em seu livro Anatomia do Fascismo, Robert Paxton define fascismo como, inicialmente, "uma curiosa mistura de patriotismo [...] e de nacional-socialismo", que Mussolini mais tarde acrescenta "ataques à propriedade [...], propensão para atos violentos, anti-intelectualismo, rejeição à soluções de compromisso e de desprezo pela sociedade estabelecida".
     Nessa linha mussoliniana se verificam elementos comuns ao nosso bolsonarismo, entre os quais o mote patriota (nacionalismo), o gosto pela violência e o anti-intelectualismo, que se mostra na estagnação de programas científicos e culturais.
     O filósofo paulista Paulo Ghiraldelli nega Bolsonaro fascista, dada à redução do Estado, em contraste com o Estado corpulento do fascismo italiano, embora não negue muita semelhança entre ambos, particularmente no conservadorismo e no autoritarismo.
     Faz sentido: enquanto no fascismo italiano a autoridade estatal se simboliza nos poderes estabelecidos, no bolsonarismo há supervalorização da pessoa do presidente (personalismo), a despeito da inegável presença operante do Legislativo e do Judiciário.
     Mas Gustavo Monteiro aduz, em sua resenha, que "os governos [...] caracterizados como fascistas apresentam diferenças ideológicas e práticas difíceis de serem incorporadas em mesma caracterização", o que se entende que algumas distinções não desfazem a essência ideológica.
     Nesse sentido, é interessante que o fascismo se encaixe em ditaduras socialistas soviética e similares, pela mistura de personalismo e Estado opressor, independendo, assim, de direita ou esquerda. Aliás, extremismos dissolvem ligação com algum direcionamento ideológico. 
     Mas, há alguns opositores que também consideram Bolsonaro simpático ao nazismo, pelas pérolas referentes a Hitler e Goebbels e desprezo à diversidade. Como já se sabe, Hitler foi longe em perseguir , à exceção dos aliados italianos.
      No estudo de Rollemberg, o nazismo foi um movimento ideológico, e o fascismo, político. O nacionalismo extremista se centrou na unidade racial e cultural alemã, ao ponto de pregar o extermínio de judeus, comunistas, minorias sexuais e outros. 
     O termo "socialismo" serviu de isca para fisgar socialistas e comunistas. Tal afirmação serviria como informe aos defensores da extrema-direita que ligam erroneamente o nazismo à esquerda. Apesar do conhecimento histórico, a distorção ressurge forte no bolsonarismo, que chegou a ser criticado pela embaixada da Alemanha no país.
     Ciente de algumas confusões, Rollemberg cita distinções como distorção científica nazista (experiências bizarras de Mengele com prisioneiros) com o anti-intelectualismo fascista; e o racismo italiano estrutural, em comparação com o alemão, francamente ideológico.
     Aponta também semelhanças: "antiburguesia" (exceto a alemã), violência, totalitarismo e cristocentrismo, antipatia ao ateísmo socialista e à laicidade democrata-liberal capitalista. É desse gap de correlações político-ideológicas que surge o nazifascismo, hoje absorvido em alguns grupos extremistas isolados.
     O nazifascismo se definiria, na visão de Rollemberg, como um foco contrarrevolucionário, oposto frontal à natureza revolucionária e popular do comunismo e do socialismo. E a junção dos elementos nazifascistas, de certa forma, germinaria no Brasil como bolsonarismo.
     O bolsonarismo veio pela aparência popularesca de Bolsonaro, que diz defender a liberdade e a democracia, mas saúda o cristocentrismo, a homogeneização sociocultural e o totalitarismo de ambos, com a diferença de absorver o neoliberalismo entreguista de seu ministro Guedes e distorcer a realidade dos fatos.
     Dessa forma é possível compreender o bolsonarismo como uma soma político-ideológica de alguns elementos nazifascistas, que o apraz em sentir-se à vontade ao expressar preconceitos à diversidade social e ser favorável a métodos violentos para exterminar opositores políticos e grupos sociais que divirjam de seus desígnios.
     O desprezo do bolsonarismo à cultura não é total, ele se volta contra todas as manifestações que não agradem ao líder. Da mesma forma, as religiões, a diversidade étnica e sexual que o presidente vê como obstáculos ao seu desejo de poder autocrático.
     A misoginia e a violenta repulsa ao opositor ou diferente (podendo chegar à morte em um contexto político) são preconceitos adicionais no bolsonarismo. O primeiro o difere do nazismo e do fascismo, que usavam as mulheres nas suas práxis, e o segundo, embora fosse elemento nazifascista, também teve influência olavista.
     Outra característica do bolsonarismo é as falácias conspiracionistas que hoje são alvos da CPMI das fake news. Houve falácia nazista contra os judeus alemães, culpando-os pela severa crise econômica local, e para justificar suas práticas cruéis.
     Outro elemento fascista do bolsonarismo é a ameaça. Em entrevista ao Uol, o ex-deputado Fernando Gabeira analisou a intenção de Bolsonaro pela reunião ministerial de 22/4. Segundo ele, as FFAA já perceberam que armar a população é para a guerra civil contra a autoridade contrária a ele, e nada fazem para conter ou dissuadir.
     A análise de Gabeira é importante tendo-se em vista o caráter agressivo do bolsonarismo com vistas a retirar direitos (inclusive à vida) em nome de um poder absoluto fantasioso e do ultraneoliberalismo de Guedes.
     E a maior parte da população brasileira parece ter percebido a faceta fascista do líder, daí os movimentos em massa e os 36 pedidos de impeachment, 35 nas mãos de Rodrigo Maia, que nada faz. Uma expectativa cujo passar do tempo tende a se transformar em angústia e também em depressão.
     Mas, como salientam Paxton, Rollemberg e mesmo Ghiraldelli, a história tem mostrado que extremismos têm a antipatia da maioria das nações, por significarem opressão sobre os povos em censura e perda de liberdades e mesmo de direitos. E que, sempre que ressurgirem, devem ser combatidos.  
     Portanto, o bolsonarismo, como um nazifascismo à brasileira travestido de liberdade civil, e dada a sua agressividade, deve ser prontamente eliminado. Antes da nossa falência final. Ou nós, ou ele.

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Fontes:
http://dagobah.com.br/wp-content/uploads/2016/09/PAXTON-Robert.-A-Anatomia-do-Fascismo-1.pdf
   
   

terça-feira, 2 de junho de 2020

Bolsonaro x STF, fascismo x democracia

     O STF determinou à PF realizar uma devassa em bolsonaristas que participaram nas disseminações de fake news nas redes sociais, blogs e no Youtube. Entre eles, figuram youtubers, jornalistas e até os irmãos Carlos e Eduardo Bolsonaro.
     Em relação a estes a imprensa mencionou apenas "indícios" e daí não deporem na PF. Mas a maioria do povo sabe que os filhos comandam o Gabinete do Ódio.
     Parafraseando Mussolini, Bolsonaro cavalgou em arredores de Brasília, indiferente ao patamar de 30 mil mortos pelo Corona. Tal frieza já se espera de alguém que antes parafraseou Hitler e, depois, o fascista italiano.
     Fanáticos bolsominions empresários e extremistas foram às avenidas de São Paulo, Rio e outras, provocando milhares de populares capitaneados por torcidas antifascistas de times de futebol. E a PM, claro, a atacar estes últimos e acarinhar aqueles.
     As paráfrases de Bolsonaro, antecedidas por secretários já afastados, e as consequências atuais suscitam o debate sobre a volta do fascismo no Brasil. Apesar dos alertas ecoados desde a nossa melhor fase democrática (1995-2013), é válido lembrar de que a "mistura ideológica" (e cristocêntrica) é típica do bolsonarismo, já tratado neste blog.
     O rumo do bolsonarismo preocupa os ministros do STF. Celso de Mello enviou mensagem privada aos colegas comparando o governo atual com o da Alemanha nazista. Gilmar Mendes foi entrevistado, se declarando um defensor da democracia.
     Faz sentido a preocupação, dado o caráter privado e tarde da noite. Ameaça? Não há como saber ainda. Em caso de suspeita, esta pode recair sobre os extremistas do "300 do Brasil", que têm a simpatia dos Bolsonaro e do blogueiro Allan dos Santos, um dos pegos pela PF.
     Mas, o que se sabe até agora não dá clareza sobre todos os seus integrantes, impedindo um apontamento de qualquer suspeita de autoria de ameaça perigosa contra o STF. Só mesmo o desaforo para lá de desrespeitoso de Sara.
     Por sua participação sobre os Bolsonaro e também por portar o documento de impeachment, o STF ganha a simpatia de uma maioria que partilha de oposição a Bolsonaro com seu governo de caos e indiferença à vida. Uma entidade que se declara progressista, em confronto direto com o fascistalesco bolsonarismo.
     Mas o ministro decidiu arquivar o pedido de apreensão dos celulares do presidente e filhos. A justificativa foi a de ser "competência do MPF, sem [...] terceiros", como enfatizou Augusto Aras, da PGR, próximo de Bolsonaro. 
     Um dado é que até o MPF, órgão independente de auxílio à justiça assim como a PF, está aparelhado com a família do presidente. E Celso sabe disso, daí reiterar "defender o estado democrático de direito e a Constituição".
     Para Paulo Ghiraldelli, Bolsonaro é apenas "um fascistoide", mas não é um fascista de fato por operar pelo caos via dissolução do Estado: os governos fascistas têm Estados fortes, como mostra a História - e Trump atualmente.
     Mas é por aí que se deve considerar uma faceta nova de fascismo. Afinal, em confronto com a ordem democrática defendida pelo STF, Bolsonaro prega o fascismo caótico bolsonarista.

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Com informações de artigo anterior deste blog, Revista Fórum e G1 Globo.



     
     

CURTAS 116 - ANÁLISES (os traidores da pátria; reforço a Flávio)

  A CARTA DA ALTA TRAIÇÃO                      Já dentro do prazo de 90 dias da eleição, o Brasil entrou no defeso eleitoral , um conjunto d...